quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015


Boa tarde!

Quero compartilhar com todos algo muito interessante: a partir deste mês (fevereiro) sou a nova colunista do Jornal Notícias da Vila, um jornal mensal que fornece informações sobre o bairro Vila Nova e região. Neste mês, na coluna denominada "Vida e Saúde", foram trazidas informações sobre Alimentação Saudável, discorrendo sobre as quatro Leis da Alimentação. Acompanhe as próximas edições!

Agradecimentos: agradeço ao jornalista Adilson Girardi pela oportunidade que me foi concedida.


quinta-feira, 27 de novembro de 2014


“Salgante”: substituto sem sódio do sal

O Jornal Gazeta de Joinville, da data de 25 a 30 de novembro de 2014, traz em sua pagina 5, o seguinte tema: “Salgante”, substituto sem sódio do sal é aprovado.
O salgante é um tipo de sal que não contém sódio, somente potássio e iodo. O produto tem cor e textura de sal e serve para salgar os alimentos. Começou a ser disponibilizado no mercado pelo valor de R$ 16,90 o pote de 100g. Algumas opiniões sugerem que o produto deixa um sabor residual amargo e metálico na boca e, caso seja aquecido a mais de 180oC, o sabor residual se acentua. Já os defensores do salgante afirmam que esse sabor é minimizado quando misturado aos alimentos, assim como ocorre com os adoçantes e sugerem que não se desista do uso do produto na primeira tentativa, mas que se acostume o paladar ao sabor.
Porém, pessoas com insuficiência renal devem ter cautela. Esses indivíduos possuem dificuldades em excretar potássio do organismo. Se ocorrer a hipercalemia ou hiperpotassemia (excesso de potássio no organismo), o indivíduo corre o risco de ter uma parada cardíaca. Ressalta-se que muitas pessoas possuem a doença sem saber, podendo agravar o quadro.

Opinião da nutri:
Assim como o sal, o salgante deve ser utilizado com moderação. A carência ou o excesso de qualquer nutriente traz malefícios à saúde. Portanto, visto ao preço salgado do salgante, recomendo que se continue a utilizar o sal com sódio, reduzindo sua quantidade nas preparações e incrementando com ervas e outros temperos naturais que realcem o sabor dos alimentos.



quarta-feira, 31 de julho de 2013

ENVELHECIMENTO DA PELE: Como a alimentação pode retardar o aparecimento de rugas?


O envelhecimento é um processo natural e imutável ao qual todos nós estamos submetidos. A qualidade do envelhecimento está ligada à qualidade de vida durante a infância, a adolescência e a fase adulta. A pele é o “espelho do corpo”, pois reage quando o indivíduo está cansado, mal alimentado ou estressado.

Quais fatores contribuem para o envelhecimento da pele?
Os hábitos alimentares podem retardar ou acelerar o envelhecimento. Outros fatores incluem hipertensão arterial, tabagismo, sedentarismo, fatores hormonais (déficit de estrógeno) e exposição à luz solar.

Quais nutrientes são importantes para retardar o aparecimento de rugas?

Vitamina A:
·         Trabalha na síntese de novos tecidos;
·         Previne contra os raios UV.
Fontes: tomate, abóbora, laranja, mamão, manga, cenoura, batata doce, vegetais folhosos, fígado, leite e gema de ovo.

Vitamina C:
·         Preserva a estrutura dos fibroblastos e do colágeno;
·         Reduz a velocidade de iniciação ou previne a propagação de radicais livres.
Fontes: abacaxi, acerola, goiaba, laranja, limão, morango, tangerina, brócolis, pimentão, couve e tomate.

Vitamina E:
·         Protege a membrana celular e potencializa a ação da vitamina C;
·         Reduz cicatrizes.
Fontes: cereais integrais, germe de trigo, óleo de germe de trigo, óleo de milho, óleo de soja e óleo de amendoim, ovos, carnes e leite.

Magnésio:
·         Potencializa a troca de substâncias entre as células;
·         Atua na formação de tecidos.
Fontes: nozes, leguminosas, milho, cenoura, frutos do mar.

Selênio:
·         Compõe enzima antioxidante;
·         Evita flacidez tecidual e o envelhecimento da pele causado pelo sol.
Fontes: castanha do Pará, grãos integrais, frutos do mar.

Zinco:
·         Potencializa a ação das enzimas que combatem os radicais livres;
·         Favorece a renovação celular.
Fontes: carnes vermelhas, frutos do mar, soja, nozes, cereais integrais, leite e derivados.


Observação:
Variedade na alimentação! O conjunto de nutrientes presentes nos alimentos é que parece propiciar proteção à saúde, e não um nutriente isolado.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ESTRIAS... O QUE FAZER?


            As estrias são uma atrofia de pele adquirida devido ao rompimento de fibras elásticas e colágenas. Diversos fatores estão envolvidos no seu aparecimento. Nas gestantes, ocorre em mais de 70% das pacientes e são encontradas mais comumente no abdome, no quadril, nas nádegas e nos seios.
O principal fator desencadeador das estrias é a alteração do peso de maneira abrupta. O aparecimento de estrias está relacionado com a perda da capacidade de síntese dos fibroblastos e alterações na estrutura do tecido conjuntivo, do colágeno, da elastina e das fibras de fibrilina.
A prevenção é recomendada, pois a cura completa é difícil. É importante a realização de atividade física e a adoção de uma alimentação equilibrada. Faz-se essencial manter a hidratação da pele. O sol, o vento e loções com alto teor alcoólico podem deixar a pele ressecada. Suplementos de óleo de prímula e de colágeno hidrolisado (associado à vitamina C) são interessantes no combate à desidratação e na manutenção da elasticidade da pele.

ALIMENTAÇÃO

Quais alimentos/nutrientes que devo consumir para prevenir e/ou controlar o aparecimento de estrias?

Proteínas: constroem e mantêm todos os tecidos do corpo e, portanto, formam o colágeno. O aminoácido arginina (presente em proteínas completas) é um substrato para a síntese proteica (é precursor da prolina e, consequentemente, do colágeno). Fontes: carnes, peixes, ovos, leguminosas, leite e derivados.
·         Colágeno hidrolisado associado à vitamina C: o colágeno hidrolisado oferece quantidades significativas de aminoácidos essenciais para a síntese de colágeno, sendo que a vitamina C é essencial para este processo.

Vitamina A: Estimula a síntese de colágeno e leva a uma maior produção de fibras elásticas na pele. Fontes: Fígado, gema de ovo, manteiga, nata, vegetais de folhas verdes, vegetais e frutas amarelo-alaranjadas. 

Vitamina E: protege as membranas das células e atua na manutenção do tecido epitelial. Fontes: Sementes oleaginosas (nozes, avelãs, castanhas), germe de trigo e vegetais de folhas verdes.

Vitamina C: essencial para a síntese de colágeno. Sem ela, os fibroblastos produzem um colágeno instável. Fontes: Frutas cítricas, acerola, tomate, couve flor, pimentão e outras hortaliças (principalmente cruas).

Zinco: atua na síntese proteica e reprodução celular. Está envolvido na regulação da secreção da oleosidade normal da pele (previne o ressecamento).
Fontes: carnes, vísceras, ostras e frutos do mar, derivados da soja e nozes.

Cobre: favorece a maturação do colágeno. Fontes: Frutas secas, vísceras, nozes, cereais integrais e leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja).

Manganês: atua na produção de fibras pró-colágeno. Fontes: Cereais integrais, nozes, leguminosas, frutas secas, vegetais verdes, amendoim e arroz integral.

Silício: mantém a elasticidade do tecido conjuntivo (colágeno e elastina). Fontes: amora, aveia, alface, abóbora, azeitona e cebola.

Água: auxilia a manter a hidratação da pele.

Considerando tudo isso, a recomendação é que se consuma uma porção de carne/frango/peixe/ovo e 2 a 3 porções de leite e derivados diariamente. Além disso, deve-se consumir arroz com feijão/lentilha/ervilha soja/grão de bico pelo menos 5 vezes na semana. O consumo de gelatina, apesar de não ser tão eficiente quanto o colágeno hidrolisado, também é interessante como fonte de aminoácidos que formam o colágeno, porém deve-se dar preferência à gelatina em pó sem sabor (adicionada em sucos, ou preparada com algum tipo de suco natural, para evitar o consumo de corantes, adoçantes e aromatizantes). Dê preferência a frutas cítricas, cereais integrais e oleaginosas (castanhas, amendoim, nozes e amêndoas) nos lanches. No almoço e jantar, deve-se preferir os vegetais de folhas verdes e de coloração amarelo-alaranjada. E não se pode esquecer o consumo adequado de água, durante todo o dia, de pouco em pouco.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MAIA, Marcus; MARCON, Carolina Reato; RODRIGUES, Sarita Bartholomei; AOKI, Tsutomu. Estrias de distensão na gravidez: fatores de risco em primíparas. An Bras Dermatol., v. 84, n. 6, p. 599-605. 2009.

PUJOL, Ana Paula Pelágio. Nutrição Aplicada à Estética. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2011.

MAHAN, L. Kathleen; ESCOTT-STUMP, Sylvia. Krause, alimentos, nutrição e dietoterapia. [Tradução Natalia Rodrigues Pereira... et al.]. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.